quinta-feira, 3 de setembro de 2015

LINGUAGEM CODIFICADA

Nos movimentos do tempo,
ou das placas,
Tectônicas ou eletrônicas?
Nos caminhos do Conhecimento,
Ou do sofrimento,
Ou das MicroOndas.

Ou das Ondas?
Do Havai, Ou do Haiti?
Ou de Maracaípe?

No percorrer das Linhas,
De costura,
ou de Transmissão?
De dados ou de Energia?
Que percorre as tuas veias.
Ou as tuas Mãos?

Nos Sinais Digitais,
Ou sem Tradução?
Em Braile?  ou do Japão.
Que tentam me dizer,
Alguma coisa,
Ou nada.

Nada,
Vezes nada é Nada.

Parada,
Balada, ou de Ônibus?
Interurbano ou Local?
Voo Internacional,
Ou de Andorinha?

Nostalgia,
Ou Saudade?
É VERDADE.
Da Mistura Do Self no celular,
Ou da comida na Mesa, do Restaurante.

Obstante. Regularmente: Óbvio.
Mas que Ninguém entende.


ElsonMiranda




QUÍMICA DO AMOR

A maneira mais simples
De se entender a Química do Amor,
É dar uma olhada na Molécula do Etileno.
Dois Carbonos, fortemente  ligados,
Rodeados de Hidrogênios.

Assim são os corações,
Quando se amam.
Fortemente ligados,
E entrelaçados,
Por ligações duplas.

Quando se unem,
Nem um dos dois têm culpa.
E estão rodeados de sentimentos.
E a única coisa que interessa,
Assim como no etileno,

É a estabilidade.

Alcançada pela união.
Embora, nem um dos dois suportem,
Nem muita temperatura, nem pressão.
Nem muitos raios solares.
Permanecem unidos.

E que, se protegidos.
Se ligam a outros pares.
Formando grandes cadeias, em milhares.
Tendo inúmeras utilidades.
Em embalagens, rígidas e flexíveis.

Assim, vivem todos felizes.

ElsonMiranda


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quarta-feira, 2 de setembro de 2015

RAPIDINHAS SOBRE O AMOR

"O Amor é como a Flor.
Tanto perfuma como fura."


"É como sessão de cinema:
Depois que acaba só ficam os Comentários."

"É como água de aquário:
Tem que ter ar pra se ter vida."


"É como dinheiro em poupança:
Depende de quanto se Aplica."


"É como som de Cuíca:
Chora, Chora e não diz nada."


"É como fio da Espada:
Tanto livra como fere."

"É como o Termômetro e a Febre"


"É como dinheiro e o bilhete:
Primeiro dar, depois recebe."

"É como a luz de Lamparina:
O vento forte lhe apaga."

"É como a garapa da cana:
Tanto adoça como embriaga."


"É como dente de Alicate:
Tanto prende como corta."


"É como fechadura de porta:
Só abre se tiver chave"

"Como caixa de email:
Só acessa se tiver senha."

"É como o fogo de fogueira ;
Pra acender tem que ter lenha"


ElsonMiranda



terça-feira, 1 de setembro de 2015

A VINGANÇA DA JANELA

 Venta empinada,
De calça amarela.
De blusa encarnada.
De par de chinela,
Japonesa, ou inglesa?
Há, Há...
De baronesa,
Não tem nada.

Cadê o barão.
Cadê a Calçada
da Fama. Na lama:
Só tem mariscada.
No cabo da enxada.
Não tem mordomia.
Adeus monarquia,
Até outro dia.

Cadê o "Dotô",
Que diploma que nada.
E não vale nada,
só mostrar os dentes.
O dente do Pente,
Não serve de nada.
Cadê o Tenente?

"Vixe" gente.
Parece que a gente,
Nem viu nada,
Da enchente.
Que vem derrepente,
E acaba com tudo.

ElsonMiranda













CANÇÃO DA LOCOMOTIVA

Tangerina,
Bailarina,
Adrenalina.
Contramão.

Cafeína.
Medicina.
Inseticida
Violão.

Terezina,
Petrolina,
Monaliza,
Furacão.

Cor de Cinza,
Adalgiza.
Poesia,
Coração.

La vai a locomotiva,
Baforando a estação,
Cantando sua cantiga,
Como quem dança um baião.

ElsonMiranda



HOMEM MÁQUINA


Mente de celular,
Fronte de notebook,
No seu peito bate um clock,
Alumínio é o seu look.

Seu respiro é um choque
D'Oxigênio eletrizado.
O seu pé está calçado,
De nióbio com telúrio.

Seu perfume é mercúrio.
Seus pés são de liga leve.
Sua asa: ultra leve.
Revestida de plutônio.

Tem nitrato de neônio,
Debaixo do dente queiro.
Tem prata no cotovelo.
Diamante no joelho.

De ouro puro, a orelha,
Tungstênio: sua língua.
Tem arsênio nos seus dedos.
Nos caninos tem platina.

De cobre, as suas veias,
Pulmão: Poliuretano.
Rins: borracha de Vulcano.
Nariz: quartzo superfino.

Por isso,

De longe, já sente o cheiro.
Dos circuitos que ele come.
Das mensagens que ele bebe.
Dos elétrons que consome.

Seu mundo: quaro paredes.
Diversão: seu Facebook.
Amigos: só os da Rede.


Homem Máquina: é o seu nome.


ElsonMiranda









SEGREDO DE NEW YORK

New York, New York.
O Cristo Redentor,
Contempla a Liberdade.
Os filhos da América,
Do lado de cá que sofrem.
O peso da História.
O lapso de memória
O flagelo da Sorte.

Sorte?

Quando os heróis voam,
Protegem seus ninhos e não olham pra trás.
A Multidão distraída vendo futebol,
Não se importam mais.
As meninas na rua tentam se virar.
Os meninos nas bocas tentam escapar.
E o Cristo Redentor contempla:
O Brasil descendo a ladeira.

Ladeira?

Ladeira. Ladeira do Corcovado.
Da Mantiqueira, e do Serrado.
Trincheiras do Amazonas, e do Pantanal.
Onde os bichos se escondem.
Fugindo da Capital.
Do Planalto Central.
Onde ficou perigoso pra qualquer um.
Que queira apenas um telhado.

New York, New York.

Estamos atrás do teu segredo.
Pra chegar na Praça, cedo
Com nossos filhos.
E dar pipoca aos macacos.


ElsonMiranda