Falam,
Sobre um determinado
Tipo de amor.
Nem começa,
Já findou.
Dizem
Que é rápido.
Como o beija flor.
Mau chega,
Já vuou.
ElsoMSilva
segunda-feira, 19 de setembro de 2016
quinta-feira, 15 de setembro de 2016
Robô do futuro

Talvez algum dia inventem
Um robô, que sinta como a gente sente.
As dores, alegrias e suspenses.
Talvez, um que possa decifrar,
A forma estranha e bela, de pensar
Das nossas mentes.
Pra sofrer no nosso lugar,
Deixando apenas o rir,
Por conta da gente.
Será?
ElsonMSilva
quarta-feira, 14 de setembro de 2016
Pra não dizer que não falei das flores
Vou falar de flores
Para esquecer as dores.
Falar das cores
Para não lembrar de mais nada.
Sentir a primavera,
Antecipada.
Para esquecer o calor das discussões,
E o frio das canções ameaçadas.
Da América corrompida.
Da esperança ultrajada.
Pra não dizer que não falei das flores.
Antes que elas sejam pisadas.
ElsonMSilva
Tombo aos milhares
Pesares.
O que sentiremos
Aqui, quase nos ares?
Será que o que se passa aqui,
Passa também
Em outros lugares?
Será o que se pode sentir
Por detrás do rugir
Das ondas dos mares?
O que será que há de vir?
O fim
Como na mesa dos bares?
Quando, depois de brindares
Tanto.
Só restam a conta e os tombos aos milhares?
ElsonMSilva
sábado, 3 de setembro de 2016
Aprender o quê?
Como seria bom:
Plantar muito
Sem calejar a mão.
Amar sem decepção
Viver sem reclamação.
Subir,
Sem descer.
Vencer.
Sem perder.
Mas o que se poderia aprender?
Se o que ensina é o sofrer.
ElsonM
sexta-feira, 2 de setembro de 2016
Sonho que não finda
Cora Coralina.
O teu sonho que ensina.
No Brasil de gente fina.
No seu céu de tantas histórias.
O Brasil de tantas Glorias.
Tanta Claras e Vitórias.
Tantas Gleides e Auroras.
Que os sonhos não terminam.
De abrirem a janela.
E enxergarem novas cores.
Igualmente às das flores
Nos cabelos da menina.
Ha, Cora Coralina!
O teu sonho não termina.
O Brasil que nunca dorme
Nesse conto que não finda.
ElsonMSilva
O Brasil vale mais
Há porventura
Ventos que
Não se acabam?
Porventura,
Tombos que
Nunca bastam?
Até quando?
Valerão os berros
Mas que os abraços?
Quem vale mais?
Os saltos?
Ou os passos?
Não vale mais
A brisa
Que o vendaval?
O açúcar
Mais que o sal?
O coletivo,
Que o individual?
O Brasil,
Que o meu quintal?
ElsonMSilva
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